Claro cumpre todas as metas da Anatel; Oi é operadora com menos metas cumpridas

Agência Nacional de Telecomunicações divulga relatório de setembro sobre operadoras

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apresentou nesta sexta-feira (25/10) os resultados da medição da banda larga fixa e móvel realizado em setembro. As medições foram realizadas em prestadoras com mais de 50 mil clientes, dentro do programa em vigor desde dezembro do ano passado.Para as medições da banda larga fixa, foram escolhidos, por sorteio, voluntários que se inscreveram por meio do site www.brasilbandalarga.com.br e tiveram um medidor (whitebox) instalado em seus domicílios. Foram acompanhados os seguintes indicadores:

– velocidade instantânea – velocidade de upload e download apurada no momento de utilização da internet pelo usuário;

– velocidade média – média das medições de velocidade instantânea apuradas durante o mês;

– latência – período de transmissão de ida e volta de um pacote, entre a casa do voluntário e o servidor de medições;

– jitter (variação de latência) – instabilidade na recepção da informação (pacotes de dados);

– perda de pacotes – ocorre quando, por falha ou baixa qualidade da conexão, um dos pacotes não encontra seu destino ou é descartado pela rede;

– disponibilidade – período durante o mês em que o serviço ofertado pela prestadora esteve disponível para o usuário

Já a banda larga móvel, diferentemente do que ocorre na banda larga fixa, não precisou de voluntários. A medicao foi realizada em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com medidores que monitorarão a qualidade do serviço serão instalados em escolas atendidas pelo Projeto Banda Larga nas Escolas Públicas Urbanas. Além disso, aplicativos oficiais de medição estão disponíveis para iOS e Android. Foram considerados os seguintes critérios:

– taxa de transmissão instantânea – velocidade de upload e download apurada no momento de utilização da internet pelo usuário; e

– taxa de transmissão média – média das medições de velocidade instantânea apuradas durante o mês.

Entre as operadoras, chama a atenção a quantidade de metas não cumpridas pela Oi. A Claro, por sua vez, foi a operadora que cumpriu todos os critérios da banda larga móvel.

Resultados por Estado

A Oi ficou abaixo da meta de 95% da Anatel de velocidade instantânea em Alagoas, com 86,13%, e na banda larga fixa na categoria latência, com 62,16% (a meta era 85%). No mesmo estado, a GVT não cumpriu as metas de perda de pacotes (85%) e disponibilidade (85%), registrando 63,08% e 57,14%, respectivamente.

Na Bahia, Oi e Tim ficaram atrás da meta de velocidade instantânea (95%) da banda larga móvel, com 87,63% e 93,50%, respectivamente. Na fixa, GVT e Oi não cumpriram a perda de pacotes (85%) e a disponibilidade (85%). A Oi ficou aquém ainda na latência, chegando em 81,38% – e não os 85% exigidos. No Distrito Federal, ela foi a única a não cumprir uma das metas, a de pacotes, com 84,44%.

No Espírito Santo, Tim e Vivo não cumpriram 95% de velocidade instantânea e ficaram com 90,20% e 90,65%, nesta ordem. Na banda larga fixa, Oi não cumpriu a perda de pacotes e a disponibilidade, sendo este último o mais crítico. A operadora registrou 38,3% apenas, enquanto a meta era 85%.

Em Minas Gerais, todas as operadoras não cumpriram a meta de perda de pacotes, e apenas a Algar Telecom e a Net cumpriram quanto à disponibilidade. No Paraná, por sua vez, só a Sercomtel ficou aquém nos resultados, sobre perda de pacotes (84,35% de 85% de meta).

No Rio de Janeiro, Tim e Vivo não cumpriram os 95% de meta de velocidade instantânea e a Oi, na banda larga fixa, não chegou ao mínimo esperado na perda de pacotes e disponibilidade. A mesma Oi teve problemas no Rio Grande do Norte, na banda larga fixa, pois não cumpriu as metas de latência, perda de pacotes e disponibilidade – este último quesito alcançou apenas 25% (o exigido era 85).

No Rio Grande do Sul, a banda larga móvel não obteve problemas. Net, GVT, e Oi ficaram atrás em disponibilidade e as duas últimas não cumpriram também perda de pacotes.

Em Santa Catarina, apenas a Vivo não cumpriu as metas da banda larga móvel, na questão de disponibilidade. Na fixa, a Oi não cumpriu três metas (latência, perda de pacotes e disponibilidade), e a GVT ficou atrás dos 85% exigidos para disponibilidade.

Em São Paulo, a Tim foi a única que não cumpriu uma meta, a de velocidade instantânea, na banda larga móvel. Na banda larga fixa, todas as empresas alcançaram ao menos o mínimo exigido pela Anatel.

Em Sergipe, a Oi não cumpriu nenhuma meta da banda larga móvel, e a meta de perda de pacotes da banda larga fixa.

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