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A
empresa espanhola Telefónica chegou a um acordo com
a Portugal Telecom de compra dos 50% da Brasilcel (controladora
da Vivo). A aquisição da Vivo foi estimada em
um valor de 7,5 bilhões de euros e o acordo teve a
aprovação do governo português após
a uma dura disputa.
A
negociação põe fim a uma batalha que
durou mais de dois meses. Os grupos espanhol e português
dividiam o controle da Vivo por meio da joint-venture Brasilcel.
Com a compra da Vivo, a Telefônica passa a ter mais
musculatura, com uma receita líquida de R$ 32 bilhões
em 2009 e mais de 70 milhões de clientes.
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A
Telefónica da Espanha dividia o controle da Brasilcel,
dona da brasileira Vivo, com a Portugal Telecom. Em maio,
a espanhola (que também detém participação
na PT) fez uma proposta de 5,7 bilhões de euros pelos
30% da parte que a PT detém na Brasilcel. A portuguesa
não quis vender sua participação e a
Telefónica pressionou o mercado aumentando duas vezes
a proposta até chegar em 7,15 bilhões de euros
na véspera da assembleia da PT, ocorrida no dia 30
de junho.
Nesta
assembleia, a comissão
de valores de Lisboa vetou que os acionistas da Telefónica
votassem, por serem acionistas na PT, devido ao conflito de
interesses envolvido na questão. Mesmo sem a participação
da espanhola na assembleia, a maioria dos acionistas concordou
com a venda do percentual da Vivo à Telefónica.
Após
essa decisão, o governo de Portugal utilizou suas 500
ações golden share (Ação "dourada"
é uma classe especial, que detém o direito do
controle, com poder de veto em negociações estratégicas)
para impedir a venda. Desde então, a CE (Comissão
Europeia) e os mercados espanhol e português vêm
discutindo a legitimidade da atitude do governo português,
que segundo a CE, contraria os aspectos democráticos
das negociações.
No
dia 16 de julho, houve uma segunda assembleia com acionistas
da PT, que terminou sem solução. No sábado
(17), a Telefónica retirou a oferta de compra das ações,
mesmo com o Tribunal de Justiça da UE (União
Europeia) declarar ilegal o uso da golden share pelo Estado
português.
Assim,
os espanhóis da Telefônica se transformaram na
maior operadora de telecomunicações do Brasil
com a aquisição da Vivo.
Com
a saída do grupo português da Brasilcel, a Portugal
Telecom investirá metade dos recursos obtidos com a
venda das ações da Vivo para entrar na Oi, por
meio da ampliação de capital, com a qual passará
a controlar entre 20% e 25%. A operadora
Oi - que tem agora como seu principal acionista individual
a Portugal Telecom - ganha fôlego para retomar os investimentos
e reduzir sua dívida líquida de R$ 20,9 bilhões
com o dinheiro que vai entrar do novo parceiro.
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